Adoro Papoilas.. sabes? Trago-as no olhar da minha infância...
Deixo-te esta palavras, que escrevi por aí...
Não sei bem quando foi que o meu olhar se abriu… Apenas sei que havia um caminho: o céu, o mar e eu… Íamos andando silenciosamente e nascia do ar uma música levezinha, feita do calmo encantamento do vento sobre os campos. À nossa volta nasciam papoilas sorrindo. Vinha ter connosco o perfume suave que fugia dos campos escondidos e dentro de mim, deslizava um grande mar de emoção. Então eu descobri, o sorriso trémulo da papoila, mais leve que música embalada pelo vento… E quando o sol tombou nos meus olhos cansados, de mansinho senti que em cada adormecer do olhar, há também um poente. Porque no pressentimento da noite, a luz quieta veio descansar no vermelho do entardecer, o brilho fugitivo e doce da tarde, na força pura das árvores solitárias, acompanharam-me na calma do mar que adormeceu no meu coração. E quando a noite era já profunda, eu peguei na música do vento e no meu sonho e fiz daí um hino comovido ao mistério das estrelas que vieram chorar os seus desejos brandos sobre o mundo e dizer-me da esperança de Viver…
Há no meu olhar sorrisos de ternura…porque a vida é um oceano onde nos encontramos a navegar, porque é…
O sol que nos aquece A noite bem dormida A esperança que não morre A força permitida A magia que não esquecemos…
Rebelde sou,
Cabelo na sopa,
Manhã que se esconde,
Rastilho, estopa.
Se da criança o reparo,
Me dá certeza que procuro,
É o sorriso a que me agarro,
A confirmação que duro.
9 Comments:
Teve sorte:)
Uma bela papoila. :)
beijinhos
porque os milagres acontecem... quando e onde menos se espera...
Poesia não é o meu forte... mas olha, vou pelo hl, teve sorte :D.
Um abraço.
Lol Bonifaceo :)
Obrigado pela visita e comentário deixados lá no "Observatório". Volta sempre.
Gosto de poesia e virei de outras vezes ver a tua.
Oi manuel... passei para cumprimentar... sê bem-vindo...
Adoro Papoilas.. sabes? Trago-as no olhar da minha infância...
Deixo-te esta palavras, que escrevi por aí...
Não sei bem quando foi que o meu olhar se abriu…
Apenas sei que havia um caminho: o céu, o mar e eu…
Íamos andando silenciosamente e nascia do ar uma música levezinha, feita do calmo encantamento do vento sobre os campos.
À nossa volta nasciam papoilas sorrindo.
Vinha ter connosco o perfume suave que fugia dos campos escondidos e dentro de mim, deslizava um grande mar de emoção.
Então eu descobri, o sorriso trémulo da papoila, mais leve que música embalada pelo vento…
E quando o sol tombou nos meus olhos cansados, de mansinho senti que em cada adormecer do olhar, há também um poente. Porque no pressentimento da noite, a luz quieta veio descansar no vermelho do entardecer, o brilho fugitivo e doce da tarde, na força pura das árvores solitárias, acompanharam-me na calma do mar que adormeceu no meu coração.
E quando a noite era já profunda, eu peguei na música do vento e no meu sonho e fiz daí um hino comovido ao mistério das estrelas que vieram chorar os seus desejos brandos sobre o mundo e dizer-me da esperança de Viver…
Há no meu olhar sorrisos de ternura…porque a vida é um oceano onde nos encontramos a navegar, porque é…
O sol que nos aquece
A noite bem dormida
A esperança que não morre
A força permitida
A magia que não esquecemos…
…e o sonho que ainda comanda as nossas ilusões…
Um abraço repleto de papoilas...
Isto está muito bonito.
És uma poetisa.
Muito obrigado pela colaboração.
Um beijo à mãe e à mulher.
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